sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Quando casar fez sentido!

Sou uma pessoa fora da curva, nunca sei o que está na moda, não entendo nada de maquiagens ou roupas de marca ou coisas para o cabelo. E sei que casar nunca fez sentido para mim, até pelo histórico de ter pais separados – acredito que isso seja normal.

Mas, bem, aí você encontra alguém, se apaixona e paga a língua de muitas coisas que você batia no peito e dizia “eu nunca”, hahaha. Eu paguei a língua e casei!

Coisa que ninguém acreditou que eu realmente queria. Meu pai ainda alegou “mas você nem é romântica para querer casas”. Me senti a pior Ogra do universo, sério!

Enfim, no início do namoro até a metade eu realmente não pensava no “casar” – festa, documento e bla bla bla” -, mas pensava em viver junto.

Com o passar do tempo, e da idade (claro!), você amadurece e começa a ficar ainda mais nítido o que te importa realmente, o que faz sentido e tudo mais.

E foi então, que depois de 4 anos dividindo o mesmo teto, percebi que não fazia sentido morar junto e não ter um momento de celebrar essa passagem da ‘vida adulta’. E não no sentido de mostrar para as pessoas e nem fazer uma festa milionária com shows pirotécnicos, mas de virar a chave. Para mim, mesmo em 4 anos, ele era meu namorado, ponto.

Quando eu e o Bal, o noivo hahaha, decidimos, finalmente, colocar em prática a ideia tivemos de imediato um ponto em comum: tem que ser uma celebração com a nossa cara, do nosso jeito para fazer sentido.

Abrimos mão de muitos padrões e ouvimos muita crítica, mas posso falar? Foi a melhor coisa que fiz na vida!

E o melhor foi ouvir frases como “Foi a melhor festa que já fui na vida”; “quem tem personalidade tem tudo, parabéns”.

Por isso, resolvi relatar de forma fotográfica como foi feita toda a concepção do dia mais incrível que vivemos, rodeados de gente querida!

Local:
Moramos no extremo sul e queríamos algo por ali mesmo, até por custo e acesso da grande parte dos amigos e família. Então escolhemos o Rancho Tô a Toa.



Convite:
Queríamos algo agradável de receber. Então montei o texto, mandei pro meu primo – que tem uma agência de Comunicação Visual, a Grifado - e ele fez essa belezura:


A impressão ficou por conta do Du, padrinho mais que querido que tem uma Gráfica bacanuda!

Padrinhos:
Escolhemos as pessoas que, praticamente, conviveram com a gente os 8 anos inteiros. E para convidá-los, fizemos um agrado.
Reutilizei garrafas de um brinde de uma empresa que trabalhava e incluí a Tag.





Cerimônia:
Não queríamos nada ligado a uma única religião, temos muita fé e acreditamos em Deus, mas não seria uma religião específica que faria sentido para nosso casamento.
Então, chamamos um amigo divertido para celebrar a união. Todos tinham certeza de que seria, na verdade, um espetáculo de stand up, porque ele é muuuito divertido. Porém, foi a coisa mais linda e emocionante que presenciei e vivi.
OBRIGADA, Flaviano!








Alianças:
Ela foi levada pelo meu afilhado em um caminhão de madeira, seguido da minha sobrinha mais nova com uma boneca-daminha. muito amor!



Buffet:
Todo jantar que propunham para nós não fazia sentido. Eu nunca curti comida mesmo hahaha. Fora que tenho amigos Vegans, incluindo um padrinho, e precisava pensar na comida dessa galera.

Até que lancei o desafio para o cara que iria conduzir a cozinha: que tal hambúrguer e batata frita? Eu pelo menos vou me entupir de comer e é mais prático para atender todas as tribos.

Quase todo pão é vegan – sim, tive o trabalho de olhar todo ingrediente e ainda pedir ajuda pro amigo; hambúrguer era só comprar em caixas no atacado; alface custa nada e batatada alegra o mundo.

Bônus: um outro padrinho, Chef de Cozinha, fez todos os hambúrgueres de carne, ele e a madrinha. Foram quase 4h amassando 70Kg de carne, mas foi a coisa mais incrível.

E os de soja um amigo queridíssimo se propôs a fazer também.

Os docinhos foram feitos por um amigo, que tem uma doceria lá no Nova América, extremo sul de SP. SENSACIONAIS.

OBS: Acabei não lembrando de tirar foto da comida, mas aqui da pra ter uma ideia do hambúrguer e das caixinhas da batata frita!


Lembrancinha:
Como iríamos servir chopp, nada melhor que uma caneca personalizada, que economiza no gasto com copos e ainda leva pra casa :
outra lembrancinha foram fotos de diversos momentos reveladas que os convidados podiam levar pra casa ;)



“Dia da Noiva”:
Fui com algumas madrinhas para o Centro Paulus, lugar genial, estilo hotel fazenda, dentro de são Paulo e perto da festa. Levamos o Maquiador e Cabeleireiro pra lá e só alegria.



Decoração:
Com ajuda da Ligia, que faz coisas incríveis no Faísca e Fiasco, montei algo bem simples e sem firulas, porque não é comigo.
Passei algum tempo juntando garrafas, ela fez os corações e me emprestou os utensílios da mesa.




Fotografia:
Chamamos o Dener e a Amanda, da Diagramativo. Bom, conheço o Dener do tempo de escola, lá em 1997, do saudoso EMPG João de Deus Cardoso de Melo. Depois disso ele fez fotos do casamento de uma amiga/ madrinha e fez todo sentido chamá-los.

Bolo e Noivinhos:
Bolo foi dado pela Cris, da Vegan Cakes, todo feito sem nadinha de origem animal. E o noivinho comprei pelo Elo7 mesmo.



Banda:
Conhecemos a banda em um outro casamento, mas num outro formato. Fomos assisti-los em outras ocasiões, nesse formato trio, e piramos. Queríamos de todo jeito tê-los lá e foi a melhor escolha!
Brasativa, os caras mandam MUITO BEM!



Buquê:
Eu queria algo que não fosse flores de verdade, e contei com a ajuda da vizinha da minha prima e madrinha (também sou madrinha do casamento dela!!) e elaboramos um buquê com rosas de feltro, com as cores que as madrinhas usariam.




Meu vestido e sapato:
Um amigo da minha mãe, talentosíssimo, topou fazer, mas ficou ultra decepcionado: eu não queria rendas, brilhos, flores, pedras, babados, nem nadinha de glamour. Mas uma coisa eu queria, um bolso para andar com o celular – e foi genial e ninguém vê o bolso :)
E o sapato, bom, não uso e nunca usei salto. Tenho mais de 8 pares de all star. Então, não fazia sentido usar outra coisa senão... O All Star! Fui bastante criticada, mas no final todo mundo viu que fazia mais sentido!

Noivo:
Camisa foi TNT, Calça Zara e tênis lá na Galeria do Rock – porque somos descolados hahaha.




Tudo isso foi feito dentro da minha cachola, com apoio do noivo, opinião das madrinhas e suporte/ assessoria dos meus lindos aprendizes de produtores de eventos: Samira e Lucas - OBRIGADA!

Foi genial!

E para quem quiser ajuda com casamento, ou outro tipo de festa, pode falar comigo, estou me formando, inclusive, em Gestora de Eventos, pela pós-graduação do Senac.
Posso passar os contatos dos fornecedores, ajudar na organização, inovação, assessoria no dia e por aí vai ;)

terça-feira, 29 de outubro de 2013

"Vão dizer que a vida é passageira"

Há meses tento pensar em algo para escrever neste espaço, como forma de colocar pra fora a angustia de perder um amigo de forma violenta.

Sei que não fomos os primeiros e nem seremos os últimos a perder um pedaço importante de nós para a violência da cidade grande. Então, prefiro seguir tentando olhar o outro lado, tentando achar um lado ‘bom’ nisso, para não viver na amargura.

Há uns 7 anos conheci um cara, chato pra caralho, daqueles chatos que você quer sempre por perto. Ele tinha o espírito velho para nossa idade, não curtia sair, e se saía tinha que voltar cedo; ele não curtia dormir fora de casa; não curtia pagar para ver shows de bandas que gostava; não curtia comprar tênis e sempre estava pedindo para darmos um tênis novo para ele.

Tinha uma companheira desde sempre, menina maluca que passa horas sentada comigo papeando coisas importantes ou não, com um único objetivo: sempre falar de tudo e todos hahahaha. Ele não podia ver nós duas juntas que já dizia “já estão fofocando?”.

A minha conversa com ele era sempre resumida em duas frases “você é um velho” e “você é uma louca”. Mas uma coisa era verdade, tínhamos uma consideração monstra um pelo outro.

Tinham duas coisas que a gente sempre estava de acordo. Uma era o Los Hermanos, sempre estávamos prontos para ouvir e ficar dançando por aí, de olhinho fechado e mãozinha pra cima \o/; A outra, andar de bicicleta! Ele pesava na minha e na do Bal quando demorávamos a marcar um rolê de bike.

Sossegado até demais, toda vez que percebia uma confusão eminente (simples, boba ou complexa) era o primeiro a pular fora e dizer “não gosto de confusão, to saindo fora”. Ou sempre pedindo “calma, mew”, pra tudo. Até irritava.

A única coisa que ele curtia debater e passar horas discutindo era sobre o sistema, se dizia punk e eu tirava onda. Numa festa qualquer, bebeu de passar mal e, ao vomitar, soltou a celebre frase: isso aqui é o sistema, estou vomitando o sistema.

Isso virou motivo de chacota para todo o sempre, fato! Hahahaha

Em maio desse ano, 2 moleques interceptaram a moto dele na Av. Interlagos, cruelmente deram um tiro no peito dele, levaram a moto e deixaram a mina dele completamente desamparada no meio da rua.

Desde então, não consigo apagar da mente esse dia, a minha ligação pra Nadja, a minha angustia de ter que dar a notícia para a galera e a revolta de perder uma pessoa que nunca pensou em fazer o mal nem pra uma mosca.

Anualmente organizamos um amigo secreto com nossa turma – fazemos uma confraternização com entrega de presentes. Ele estava em todas, enchia o saco porque nunca apoiávamos a ideia dele, a de pular de paraquedas juntos.

Esse ano não vai ser diferente, estamos organizando nossa confraternização. Porém, dessa vez, com um nó na garganta. Dessa vez vai faltar um pedaço da gente, mas optamos por manter, porque é isso, é a vida que segue e tem que seguir: por nós, por ele e pela esperança de dias melhores cheios de sorrisos!

E o lado bom disso tudo é que tivemos o privilégio de fazer parte da vida do Alan. Tivemos o privilégio de poder viver momentos engraçados e até irritantes com ele, mas momentos extremante importante para o resto de nossas vidas.

E por mais clichê que seja, fica sempre a lição: aproveitar cada momento da vida sem saber o dia de amanhã.


“Faço o melhor que sou capaz só pra viver em paz”

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

O Nordeste e seu tesouro

Para mim, Nordeste e Vó sempre foram uma das combinações mais perfeita da vida. É uma região amável, receptiva e calorosa, ou seja, tudo que uma Vó tem também!

E minha Avó materna veio de lá, veio do Ceará, terra linda, de puro sol!

Ela, como a grande maioria dos nordestinos nas décadas passadas, veio para São Paulo tentar a vida na cidade grande com seus filhos, após uma separação com o marido que não queria muito saber de respeitar a família.

Aqui a família cresceu, os filhos casaram e deram netos para ela, que, segundo anotação dela, que foi achada numa bíblia esses dias “quando Deus pensou nos netos, ele se espelho nos anjos”. E foi aí que pude conhecer uma das pessoas mais brilhantes da minha vida: Dona Vanda.

Leão de Chácara, que nunca abaixou a cabeça e sempre lutou pelo bem dos outros e de si.

Um dia ela retornou para a cidade dela, viu que nessa cidade cinza não há muito amor. Mas nunca, jamais, deixou de estar presente – mandava cartas e mais cartas, sempre recheadas de amor e muita fé!

Aí que a vida veio com aquelas marés malucas, meus pais se separaram no auge dos meus 14 anos – momento em que você é adolescente e detesta o mundo.

Tive problemas para entender essas mudanças e, sem saber muito como, fui parar lá em Fortaleza. A Dona Vanda estava à minha espera, para domar minha rebeldia.

Por um ano morei com ela, levava altas broncas, recebia os melhores conselhos e os melhores cuidados – ela cuidava do meu cabelo semanalmente, cada dia com um produto novo!

Resolvi voltar, queria mostrar para os meus pais, amigos e pra vida, que entendi como ela funciona. Sempre vivendo um dia de cada vez, e sempre aproveitando tudo o que a vida tem a oferecer.

E aí voltamos nossa relação de amor à distância, com cartas, ligações, visitas...

Aposentada, ela nunca deixou de ‘trabalhar’. Católica fervorosa, ajudava na igreja, ajudava nos asilos, ajudava mãe solteiras e cuidava da família. Para cada atividade, ela tinha uma função e cronogramas. Levava muito a sério!

Ano passado o Los Hermanos resolveu fazer uma turnê de reencontro da banda, e uma das cidades escolhidas foi Fortaleza.

Óbvio que aproveitei a união da banda que mais admiro, com a cidade mais linda, para passar um fim de semana lá, com a minha Vó e minha Mãe – que depois de um tempo também percebeu que essa cidade cinza não tem muito amor para oferecer.

Foi um fim de semana sensacional: praia, colo de vó e mãe, sorvete 50 sabores, Los Hermanos na beira da praia e... voo perdido.

Às 3 da manhã, a Dona Vanda entra no aeroporto para salvar nossas vidas, e diz: calma, tudo vai ficar bem, amanhã vocês estão de volta. E deu certo!

Como sempre, serena, forte e guerreira!

Dois meses depois, sei lá o porquê (porque nunca saberemos o motivo real dessas coisas da vida), ela se foi.

Não tinha doença, não tinha preguiça, não tinha medo. Mas se foi... Para outra missão.

Ainda não fez um ano, a ferida não se fechou –e talvez nunca se feche -, mas é sempre muito bom lembrar que eu sim tive um anjo em minha vida!



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

E lá se vai mais um ano...


Eu nem sei o que dizer deste ano. Foi difícil, bem difícil por sinal. Mas foi bem decisivo, para provar que somos, sempre, responsáveis por tudo que recebemos da vida – a velha história de plantar e colher.
Mais um ano de pura luta e suor. Algumas conquistas, outras – acredito – virão no decorrer da vida... Uma coisa de cada vez!
Acho que valeu até para saber o que quero para a vida e quem quero ao meu lado. Ainda não fiz a catalogação por completa, mas já dei uma boa selecionada.
Ajudei mais o próximo, mas esqueci um pouco de mim e percebi que fez falta. Acho que o egoísmo bom, se isso existe, faz bem. Preciso treiná-lo.
Aprendi também que a morte continua sendo uma velha traiçoeira. Quando menos espera ela leva um pedaço de você.
Não sei como serão os próximos anos, mas sei que sempre haverá um vazio em mim. O que eu tinha de mais seguro na minha vida, a minha Avó Materna, eu perdi. Com isso perdi referência de uma série de coisas que acreditava e tornou-se dúvida.
Mas a ideia é seguir, tentar não achar os motivos disso tudo, porque nunca entenderemos, mas continuar. Ela faria o mesmo. Até porque a luz dela nunca vai parar de brilhar!
E que 2013 venha sereno, porque estou achando o ser humano afobado demais.


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A estranha rotina da periferia

No último sábado (1º/12), fui ao Terminal Grajaú (Zona Sul de São Paulo) buscar umas amigas para irmos ao aniversário do filho de uma outra amiga. Como estava de carro, precisava fazer aquele entra e sai de ruas buscando um retorno... Foi quando virei na rua, que tem um bar de esquina, e que sempre passo por ali, e dei de cara com um carro da Polícia, o que me fez achar que era blitz ou vistoria rotineira. Mas, ao desviar, notei que havia um homem caído no chão, praticamente no meio da rua.


Ele estava lá, menos de 200 metros do terminal de ônibus e trem, estendido na porta de um bar, o sangue ainda escorrendo e as pessoas... Bom, elas seguiam seu fluxo normalmente, caminhavam, algumas davam uma olhada e seguiam, outras passavam depressa.

Por um segundo me pareceu tudo muito mórbido. Porém, notei que na periferia trata-se da infeliz realidade de apenas mais um corpo estendido no chão.
Essa porra e um campo minado
Quantas vezes eu pensei em me jogar daqui,
Mas, aí, minha área é tudo o que eu tenho
A minha vida é aqui e eu não preciso sair
É muito fácil fugir mas eu não vou




quarta-feira, 2 de novembro de 2011

“Que o vai e vem pode ser eterno”

Parece que foi ontem que eu estava no meu último estágio, na minha última semana de aula na faculdade e na maior ansiedade da vida: ver o primeiro show do Pearl Jam (do Brasil e meu!!!), em 02/12/2005.
Era uma sexta chuvosa. Fui cedo para o trabalho, mal almocei, para poder sair no horário do almoço, corri para a porta do trabalho do Animal (grande amigo que conheci na faculdade e fanático pela banda), encontramos os demais meninos e seguimos com o sorriso de orelha a orelha para o Pacaembu, aguardar ansiosamente pelo que viria a ser Top3 de Melhor Show da Minha Vida

O show foi tão lindo, que ainda consegui ir ao segundo show – no dia seguinte –, pela arquibancada, de graça (graças a um amigo de escola). De lá, corri para a festa que fizemos de formatura, sem voz, descabelada e completamente feliz!

E amanhã tem mais uma vez... Após 6 anos, o Pearl Jam está de volta, para (de novo) dois shows em SP.
Só que agora é diferente, já sou formada, ‘casada’, enrugada e, dessa vez... Sem o Animal!
Por triste coincidência, ou não, sábado (5/11) fará 3 anos que ele arrancou um pedaço d’a gente...

Mais uma vez não caibo em mim de ansiedade para ver a banda, agora com o meu companheiro de todas as horas e amigas.

Não terei a companhia presente do Animal, mas, pra mim, esses shows serão dedicados exclusivamente a ele, Santista safado e único!
E como ele diria, pra tudo, Ahá!

"Freezin', rests his head on a pillow made of concrete, again
Oh, feelin', maybe he'll feel a little better set a days"




terça-feira, 23 de novembro de 2010

TOP 3 da minha vida...

Este post é um candidato ao Melhor post do Mundo, da Limetree
limetree

É um pouco estranho de entender, para algumas pessoas, mas a música é uma das principais fontes de energia para eu continuar a viver. Pode soar estranho, mas é bem isso, ela é uma das essências para eu continuar, junto com família, amor, saúde e grana!

Papo sério... Toda vez que tem um show de algum cantor/ banda que gosto, compro sempre nos primeiros dias de venda e fico contando os minutos. E este ano isso foi muito impactante, vi a banda que mais desejei na vida, além da lenda viva que nunca imaginei ter a oportunidade de ver.
Tem bandas/ músicas que marcam certas fases da minha vida e isso é muito legal, ao menos pra mim.

Exemplo, o Pearl Jam, meu vizinho escutava muito e eu ouvia lá de casa, com uns 10/11 anos. Aí ‘cresci’ e percebi que eles representavam muito. Foi quando em 2005 tive a oportunidade de vê-los, nos dois dias seguidos, no Pacaembu, em São Paulo.

Este show teve um gosto a mais, pois no primeiro dia (acho que 3 de dezembro) eu fui com um amido ‘da faculdade’, o Animal. O cara era mega fanático, saímos mais cedo do trabalho e fomos juntos, uniformizados e eufóricos.

Além de fanático pelo PJ, o Animal era Santista, como eu (o que é uma raridade) e super fã de Los Hermanos (já fomos a vários shows juntos). Fora que ele era um ser iluminado, nunca o vi triste, estava sempre animando a gente... Enfim, ele nos deixou no dia do aniversário dele, em novembro de 2008. Este show ficará para todo o sempre na minha vida, ainda mais por lembrar do grito marcante do Animal, “Rhá”!

Ah, antes, em 2002, teve o Rede Hot Chili Peppers, outra banda que eu ouvia pelo meu vizinho (Grande Daniel). Eu fiquei com lombriga para vê-los e fui, sozinha, na época logo que completeis 18 anos. Foi bacana, mas não tão marcante.

Em 2006 vi NOFX, o que me fez mudar de opinião. Eu gostava deles, mas não era no pique de show. Até que conheci o menino Bal, fanáticão por eles e fomos ao show. Minha nossa, os caras mandam bem demais, já falei neste post aqui.
É do tipo de banda que vejo quantas vezes eles vierem, sério.

Aí vem o tão falado 2010...

No começo do ano teve o Korn, que falei nesse post. Foi lindo. Lindo MESMO!








Aí veio SWU, em outubro, 3 dias de festival, com bandas sensacionais como Queens Of The Stone Age, Rage Against The Machine e Incubus. Pelo menos eram essas que eu mais queria ver. O melhor é que tive a oportunidade de ir aos 3 dias e, melhor ainda, fui a trabalho, pela In Press, agência que trampo!

Tirando os perrengues de ter acampado, passado frio e afins, foi muito bom. Fora o trabalho em si, que foi muito legal e sempre um aprendizado.





Bom, aí na sequência veio o Green Day... putz, não sei nem por onde começar. Foi anunciado no início de 2010. Comprei meu ingresso em 25 de maio de 2010 e o show era dia 20 de outubro, hahahaha. Minha nossa, como contei os dias.

Essa banda marcou toda a minha vida da adolescência até o que sou hoje. Acompanhando minhas revoltas de quando meus pais se separaram, de quando fui embora pra Fortaleza, de quando eu voltei, de quando me desiludi e de quando encontrei o cara que está me ajudando a escrever uma nova história, a de construir a nossa família, mas isso é assunto para um outro post, quem sabe.

Mas falando do show, sério, eles representam muito! O show foi sensacional, 3 horas de duração, músicas da velha, pirotecnia e tudo mais.

Quando eles entraram no palco, eu chorava feito criança, hahahaha. E a cada música daquelas velhas as lágrimas escorriam involuntariamente.
Eu pulava, berrava e não acreditava naquilo tudo. Eles são reais e são fantásticos.

Mais uma vez Green Day marcando minha vida.

Pra fechar o ano, veio então o Sir Paul McCartney. Eu admirava Beatles e tudo mais, mas o Sr. Bal... Ah, esse sim é pirado.

Todos os finais de semana é praxe, acordar, ligar o som e colocar algum CD do Beatles. Isso já rola há 4 anos e pouco, hein?
Quando ficamos sabendo do show, não hesitamos em madrugar e fazer plantão para comprar o ingresso.

Quando entramos no estádio do Morumbi domingo passado, 20 de novembro, senhor, parecia que era tudo um sonho.

Eis que entra o Paul McCartney, um ‘tiozão’ enxuto, sensacional e que não perde o pique. Canta, rebola, faz graça e ainda arranha um português.
Aí sim vi emoção. Ver o brilho nos olhos do Bal por ver um cara como aquele ‘de perto’ foi impagável.








E assim formou meu TOP 3 de show da minha vida:
1º Green Day
2º Paul McCartney
3º Pearl Jam

Ainda arrisco o restante da lista...
4º Los Hermanos
5º Korn
6º Fábio Junior
7º Móveis Coloniais de Acaju
9º Rasta Knast
10º Excluídos

E sexta tem Fábio Jr novamente!!! Mas prometo ser o último do ano, não há bolso que aguente, hahahaha.

Afinal, janeiro já tem Amy Winehouse e espero ver Weezer, Rancid e Blink 182. Amém!




quinta-feira, 15 de julho de 2010

A rota dos shows gringos – Parte II


No final do ano fiz este post , que falava de como estava feliz pelo Brasil ter se tornado rota frenética de shows gringos. Pois bem, eis que volto aqui para relatar algumas coisas que abordei no ano passado e se tornaram reais.

Vou colocar em tópicos, porque o assunto é extenso!

1º NOFX (março deste ano) – Sim, eu fui! O lugar foi completamente insano. Santana Hall, uma casa de show acostumada a receber shows de pagode e forró, com um espaço estranho e um palco ‘de lado’. Mas, mesmo com tudo, o show foi muito bom. Como sempre, Fat Mike representa e a banda manda muito bem.
Claro, vale ressaltar uma meia dúzia de babacas que ficaram atirando objetos no palco, querendo acabar com a felicidade da galera. Mas o NOFX soube continuar com qualidade!


2º Korn (abril)– É, também fui!!! Quando eles vieram a primeira vez, em 2002, numa segunda-feira, eu pirei por não ter ido. Mas explico porque não fui: tinha medo deles (??), tinha aula na faculdade, e ainda dependia do PAItrocínio, que não liberou a verba.
Pois bem, dessa vez eu não resisti, com a cara, coragem e meu companheiro de todas as horas (Bal http://twitter.com/Anniballima do meu coração – ooown) paguei o olho da cara e fui.
Na pista, olhando para aquela bateria monstruosa, aquela faixa gigante com o nome da banda no palco, eu parecia uma criança esperando pelo papai Noel. Estava inquieta e ansiosa.
E quando começou o show, minha nossa. Foi um dos melhores shows da minha vida (aliás, preciso fazer uma lista dos melhores, para saber qual foi o mais sensacional). Os caras tocam muito, o som é pesado pra caramba e você sai de lá querendo mais, juro!

3º Festivais – Pois é, acabaram de anunciar o SWU, um festival de 3 dias, com foco em sustentabilidade e com música de qualidade. Algumas bandas já confirmadas são Incubus (queria muito ver), Pixies, Linkin Park, Kings of Leon, Sublime with Romeo, Dave Matews Band e outros.
A proposta do festival é genial e as bandas que estão confirmando até o momento estão de qualidade, porém, os ingressos fogem do padrão. Para cada dia, o ingresso sai por R$640,00 pista Premium (aquela mais ‘perto’ do palco) e R$240,00 pista normal.

Entendo que o festival é gigantesco, que tem muita coisa, mas acredito que estes preços poderiam ser melhorados, maaas, como sabemos, não tem como. Capaz de aumentarem ainda mais o valor.

Fora que ainda teremos o Planeta Terra, já confirmado para novembro deste ano. Dizem por aqui que o Queens of the Stones Age está cogitadíssimo para vir. Aí sim eu vi vantagem!

Green Day no Brasil – Pois é, o que era sonho virou realidade!!! Eles estão vindo para o Brasil em outubro e eu, alucinada que sou, já comprei o meu ingresso há uns 2 meses ou mais.
O ingresso está caro, teve palhaçada de vender primeiro para sócios de fã clube – e gente burlando o sistema –, mas ainda acho que neste vale MUITO a pena.

Ainda tem ingresso, para comprar o passaporte da alegria entre no site da Live Pass

Ah, mas uma coisa que fiquei impressionada tem uns sites por aí falando que vendem ingresso para os shows internacionais, mas são golpes. Então, sempre que for ver um ingresso pela internet certifique-se que aquele site é confiável!

Pretendo voltar com mais freqüência por aqui, para os textos não ficarem tão longos, hehe!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

FESTA EM COMEMORAÇÃO AOS 181 DE COLONIZAÇÃO ALEMÃ EM SÃO PAULO


Em sua 5ª edição, a tradicional Colônia Fest – festa que comemora os 181 anos do bairro Colônia Paulista (Zona Sul – SP) – acontece de 2 a 4 de julho. O evento, que visa o resgate da cultura e costumes dos colonos alemães, conta com comidas e danças típicas desenvolvidas por moradores da região, além de apresentações folclóricas e exposições, buscando oferecer interação entre as demais culturas em destaque na região como Japonesa, Indígena e Negra.

Para este ano, o evento contará com novidades, entre elas o lançamento do programa de recolhimento de óleo de cozinha, da Ong Ecóleo – que busca orientar sobre o problema de contaminação de rios e lençóis freáticos ao jogá-lo no lixo ou no ralo da pia. Além também de atividades como pintura de rosto e passeio de pônei.

A organização fica por conta de instituições locais como Jovens Empreendedores da Colônia Alemã (JECA), Associação Cívica Colônia Alemã (ACCA) e Associação Cemitério dos Protestantes (ACP), além de comerciantes e moradores do bairro. A festa conta com o apoio do Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitários (IBEAC), da Subprefeitura de Parelheiros e da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

A Colônia Fest já virou tradição. A data consta no calendário oficial de eventos da cidade de São Paulo e, em seu quinto ano, busca apresentar e reforçar cada vez mais a riqueza cultural existente no bairro. O evento espera receber milhares de visitantes.

Colônia Paulista
Colonizado em 1829, o bairro traz diversos pontos importantes e relevantes do local e da cultura alemã que ainda são desconhecidos pela população. Dentre eles destacam-se o Cemitério de Colônia Paulista, primeiro cemitério particular de São Paulo - que abriga tradicionais famílias alemãs da época, a escola Ernestino Lopes da Silva - que possui uma pedra, como marco zero de Colônia Paulista e a Cratera de Vargem Grande - bairro que surgiu a partir de um meteorito que caiu há 40 milhões de anos. A ocupação da região começou na década de 80 e, hoje, mais de 40 mil pessoas vivem ali.

Programação:

02 de julho (Sexta)
19h - Missa na Igreja da Colônia
20h - Grupo de Dança Folclórica Alemã Hallo Welt
20h - Magic Street Dance
21h - Sertanejo

03 de julho (Sábado)
10h - Coral da Escola Céu Azul
11h - Lançamento o Projeto Ecóleo
12h - Desfile de Cavalos
13h - Dança Country – Tamo Junto e Misturado
17h - Samuel e Banda Firma
18h - Tecno Hootz
18h30 - SN4 – Dança e Canto
19h - Vila Sossego – Forró Universitário
19h30 - Okalvo
20h - Apresentações de Danças Ciganas
20h30 - Bale Afro Mona Kavungo
21h - Grupo de Dança Folclórica Hallo Welt
21h30 - Cássio e Béttega – Sertanejo
22h - Banda Projeto III

04 de Julho (Domingo)
10h - DJ
14h - CIA de Dança Evolution
14h30 - Grupo de Capoeira Filhos da Corrente
15h - Grupo Mais Q Prazer
16h - Grupo de Dança Alemã - GOLD UND SILBER
16h30 - A Leitura Mudando Vidas – IBEAC
17h - Althaia Reggae Band
17h15 - Jenyt Company
17h30 - Banda Play Sound - Harcore
18h - Arrastão do Beco - Maracatu
19h30 - Grupo de Dança Folclóricas Hallo Welt
20h - Projeto Batukaí
20h30 - Campeonato de Supino – Nova Era
21h - Banda MK5

5ª Colônia Fest
Data: 2 a 4 de julho
Horário: 2 de julho às 19h; demais dias a partir das 10h
Local: Rua Jackson Pollock - Largo da Igreja Santo Expedito - Colônia Paulista - SP
GRATUITO

Mais informações:
Carolina Pires - (11) 9684-5432
Mariana Belmont - (11) 6413-6098

www.coloniafest.blogspot.com
www.jecas.blogger.com.br

quinta-feira, 8 de abril de 2010

As 'maravilhas' do Rodoanel Trecho Sul

Depois de ter lido este texto, me senti na obrigação de repassar!

Muitos torcem o nariz, alguns aplaudem e pouquíssimos são aqueles que tem 'peito' para falar e mostrar a realidade.

Repassando um email de Silvano do Projeto Mais Verde

Quem quiser parabenizar mais alguém ou algo, acrescente abaixo, assine e encaminhe a lista.

ENTREGARAM A VERGONHA DO RODOANEL!!

Meus parabéns a todos que participaram deste processo, desde os conselheiros no EIA-RIMA, aos que aprovaram as compensações, aos que criaram os parques. À DERSA, às administrações da Subprefeitura de Parelheiros e Capela do Socorro, e às Prefeituras de Itapecerica, Mauá, São Bernado, Sto André..
Parabéns pela mega-obra que o Estado nos contempla. Cidadãos fiquem agora com os problemas que virão às toneladas.
Parabéns aos engenheiros, que mudaram diversas vezes o traçado, aumentando absurdamente o valor da obra, prejudicando ainda mais nascentes e matas;
Parabéns aos veterinários que amontoaram animais estressados, feridos em Locais inadequados, e parabéns pelas centenas de mortes de animais silvestres;
Parabéns à subprefeitura de Parelheiros, que ao invés de transformar em alavanca social a compensação, com a capacitação da população local e subsidio à produção de mudas, ignorou completamente e por preciosismo e estrelismo de alguns técnicos, não o fez;
Parabéns a todos os envolvidos que buscaram interesses próprios, ao invés de se organizarem como sociedade civil para garantir uma contrapartida local em benefício ao munícipe impactado direta ou indiretamente;
Parabéns a todos os vizinhos da mega-obra, que respirarão hoje o monóxido do país todo, que passará pelo nosso manancial;
Parabéns ao Instituto de Botância, que alardeou descobertas botânicas não tão expressivas quanto a mídia quis impor;
Parabéns por terem assassinado a própria Resolução SMA 08, plantando uma quantidade de espécies menor que qualquer pomar de fundo de quintal da casa da vovó;
Parabéns aos técnicos que acompanham as compensações, que não conseguem sequer dizer onde foram plantados os 80% já compensados;
Parabéns a DERSA pelo lançamento "na mídia" do Programa de Reflorestamento do Rodoanel, que capacitou meia dúzia de pessoas para NADA;
Parabéns à todos os colhedores de sementes, os únicos que puderam ver de perto, a vergonha que foi o empreendimento, o descaso e a anuência dos atores que deveriam lutar contra esse assassinato da biodiversidade;
Parabéns a todas as empreiteiras, que além de abocanhar com as obras em contratos milionários, investiram em mega-viveiros, tirando da população das regiões suprimidas, o único benefício que poderiam ter com este empreendimento;
Parabéns pelos parques fantasmas que São Paulo irá receber, assim como parque lineares que estão apenas no papel, ou parque naturais que ficarão como estão;
Parabéns aos Vereadores e Deputados, que se penduram no Rodoanel como uma fonte de votos;
Parabéns emocionado ao Mauricio De Souza, que fez com que o Rodoanel invadisse as escolas com a Turma da Mônica, enganando as crianças com uma propaganda mentirosa;
Parabéns aos políticos que se dizem representar a região sul e hoje mirabolam planos macabros para uma alça de acesso totalmente paternalista;
Parabéns aqueles que querem o acesso apenas para poder ir para o litoral uma vez ao ano e olhe lá...
BEM-VINDO AOS MANANCIAIS DE SÃO PAULO, MAS TRAGA SUA ÁGUA, POIS AS NASCENTES SE FORAM.
Silvano - Projeto Mais Verde

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A rota dos shows gringos

Ual! Estou admirada como o Brasil tem se tornado, cada vez mais, rota de shows gringos. Este ano tivemos grandes festivais (Maquinaria e Planeta Terra), além de nomes como AC/DC, Faith no More, Deftones, Exploited, The Casualties e dezenas de outros mais (citei os que queria ter ido, hehehe).

E para o ano que vem a programação já está vasta e para todos os gostos: Metallica em janeiro, Franz Ferdinand em março; Anti-Flag em abril, NOFX em março, entre outros tantos que tenho que passar o dia pesquisando e colocando aqui :)

Isso é muito legal para quem gosta de rock e curte essas bandas. Era um milagre ter um ou outro show e, geralmente, só de bandas mais famosas. Hoje a coisa está bem mesclada e isso é bacana, o nos dá oportunidade de curtir uma somzera responsa \m/

A única coisa que ainda é um tabu monstruoso é o valor dos ingressos. Agora com a invenção de uma área vip, tem entrada que custa 500 pilas... ai não há roqueiro que agüente!

Estou bem feliz pelo retorno do NOFX ao país do carnaval. Não curtia muito o som e fui ao show mais de curió. E não é que os caras mandam bem demais?! Um show ultra empolgante, uma puta somzera e o Fat Mike representa nos solão de baixo, fala aí?!

Agora continuo, e sempre, na esperança de ver o Green Day, mesmo que agora sejam taxados de ‘traidores’ do movimento. Quando eles vieram a primeira vez, em 1997, no via Funchal em SP, eu era pivetinha e meus pais ainda tinha poder de dizer aonde eu podia ou não ir (ooowwwn).
Mas estou confiante, vai que não rola um esquema Warped Tour, com Blink, Rancid e Green Day, hein?! Pô, para quem viu o Pearl Jam, nos dois dias que tocaram em SP, em 2005, pensar nestes shows ai não custa nada - já posso acreditar em tudo!

Ah vá, sonhar até faz bem para a saúde!


NOFX, em 2006, no Credicard Hall - minha máquina não é profissa (deu pra perceber)








segunda-feira, 23 de março de 2009

Novas ideias...

Esta semana que passou teve um seminário sobre educação e novas tecnologias, promovido pela Vivo. A Sociedade em Rede e a Educação reuniu pessoas de peso para debater como as novas tecnologias móveis podem acrescentar na educação e como fazer com que os professores entendam isso.

O encontro começou com um painel apaixonante, que abordou a teoria de aprendizagem e a nova estrutura da sociedade - entitulada em rede. Mediado pelo jornalistablogueiroapresentadordetvprofessortiburcio Marcelo Tas, o bate papo trouxe grandes nomes dessa teoria, como José Pacheco, ex-diretor da Escola da Ponte, lá de Portugal - que possui uma metodologia extremamente diferenciada de ensino -; o PhD em Comunicação Digital Luli Radfahrer; o escritor, consultor, e netweavers da Escola de Redes Augusto Franco e o pai do Conectivismo George Simens.

Foi praticamente uma aula de novos processos educativos, que envolvam a teconologia e sociedade atual. Além do grande questionamento levantado sobre a função da escola hoje - que ainda utiliza um mecanismo autoritário, impondo informações, sem muitas trocas entre os alunos e proferssores.

Foi muito falado a importância da troca de conhecimento, da conectividade entre as pessoas, da força que uma rede social pode ter, entre outras coisas.

Outra palestra que fiquei impressionada com a força de vontade e determinação das pessoas, foi o segundo painel que trouxe Eugênio Scannavino Neto, coordenador do projeto Saúde e Alegria (ah, ele é médico também, hehehe). Um projeto que atua no Oeste do Pará, e "tem por objetivo promover e apoiar processos participativos de desenvolvimento comunitário integrado e sustentável, que contribuam de maneira demonstrativa no aprimoramento de políticas públicas, na qualidade de vida e no exercício da cidadania das populações beneficiadas".
Ele contando do primeiro contato da comunidade com a Internet e a TV. Que eles perceberam que mundo fora de lá era mais estranho, e passaram a valorizar mais o que tinha por ali. Que com a chegada da TV as crianças passaram a brincar de bangbang e deixaram de lado as brincadeiras de crianças...
Agora, o uso da internet foi de extrema importância para o desenvlvimento deles, montaram uma agência de notícia por lá e tudo mais.

Enfim, coisas bacanas que podem ser feita sem muitos recursos, apenas com boa vontade. Exemplos de que as novas tecnologias podem sim ajudar no desenvolvimento. mas, óbvio, tudo de forma moderada.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Desamores...

Nós crescemos com a cultura de que vamos encontrar um grande amor, namorar, noivar, casar e ter filhos. Mas... Na prática, não é bem assim!
Conhecemos pessoas e sempre achamos que 'aquela' será o único e grande amor. Até que, ou o amor acaba, ou a pessoa te decepciona, ou vc decepciona a pessoa e por aí vai.
É difícil ser 100¨%, ou vc se entrega demais e a pessoa do outro lado não percebe, ou vc se entrega de menos.
Ainda acho tudo uma grande incógnita, mas mudei meu conceito quando aprendi/ conheci o amor. Hoje acredito em casar, ter filhos e levá-los para passear no parque aos domingos. Mas acho difícil que, com a sociedade atual, consigamos achar pessoas que pensem assim.
Está cada vez mais forte a ‘igualdade’ homem/ mulher. Fora o lance traição, que parece agora algo normal e que faz parte do relacionamento. Até uma reportagem no Fantástico mostrou que as pessoas só vão se importar se o fato tornar público, porque aí entra o ego e as pessoas te apontando...
Onde já se viu isso? A opinião alheia tem sido muito mais importante do que o que vc realmente pensa/ sente.
Acredito em perdão e recomeço, mas acredito que tem que se fazer por onde. Se errou uma vez, tudo bem, mas insistir nos erros... Bom, aí já é falta de respeito mesmo.
É foda, porque no fundo é sempre mais fácil falar...
Mas acredito bastante que a Globalização contribui com muitas loucuras da sociedade moderna.
Só são reflexões e observações que vejo e passo nesta vida maluca...

Ma sou da seguinte opinião, ame, respeite, e faça valer a pena. A partir do momento que vc perceberr que o respeito está acabando, pule fora, pq aí começa rolar o lance de camaradagem. E, se for para ser camarada, que seja de um amigo e não do namorado...


Quem Não tem Namorado...
Carlos Drummond

Quem não tem namorado é alguém que tirou ferias de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro.

Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, de lagrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, ate paixão e fácil. Mas namorado mesmo, é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas aquele a que se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida, ou bandoleira; basta um olhar de compreensão ou mesmo aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor: e quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, e dois amantes, mesmo assim poede não ter namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos de amor com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metro, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete magico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d’agua, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem musica secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não chateia com o fato de o seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado é porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilo e medo, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria. Se você não tem namorado porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida passar e de repente parecer que tudo faz sentido: "Enlou-creca".

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Olímpiadas

Pois é, está chegando ao fim mais uma Olimpíadas e, bom, como notamos o Brasil não teve lá seu melhor desempenho. Mas estava pensando, outro dia vi uma matéria sobre o centro de treinamento de atletismo do EUA e, minha nossa, simplesmente com os melhores equipamentos e estruturas possíveis. E aí a gente já saca o porquê dos caras estarem entre os três primeiros no ranque de medalha, certo?
E aí digo, sim, é muito feio chegar lá e amarelar, ou perder, ou ficar entre os oito, mas já pensou como estes atletas brasileiros ralaram para chegar ali? Teve um judoca que passou anos sem apoio nenhum, lutando ele por ele mesmo, sabe?
E é aí que fico impressionada com a incompetência do futebol Brasileiro, um dos pouquíssimos esportes que se investem granas altíssimas neste país e os caras passam por aquele papelão. Os jogadores têm salários monstruosos, apoios de marcas fodidas, se acham os melhores do mundo, mas nos últimos 4/ 5 anos não conseguiram nada, nem Copa do Mundo, muito menos medalha de outro - que, digamos, é o mínimo que os caras dem conseguir.

Enfim... O que mais me impressiona são os comentário no ônibus “ah, se for para fazer este papelão de cair, era melhor que essas ginastas nem fossem”, mas torcer pro Corinthians, São Paulo ou afins é mais válido né?
Um cara desse não faz idéia de como esse país não investe meeesmo em esporte, muito menos em cultura e todas as outras questões.

Parabéns aos que foram e deram o melhor de si lá, e, de alguma forma, trouxeram alguma alegria para este país.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Mundo Capitalista

É muito foda quando você percebe que está preso ao jogo real do mundo empresarial/ capitalista. E aí você se vê fazendo coisas que você é totalmente contra, mas que teu chefe mandou.

Vivo quebrando o pau com minha coordenação/ chefia, justamente por não achar certo algumas coisas, sabe? Mas aí escuto, com já ouvi algumas vezes, "Você precisa abaixar a cabeça para quem paga teu salário".

CARALHO!

Isso é muito foda... Mas, infelizmente, real. Não posso simplesmente falar que não vou fazer, ou simplesmente sair fora porque acho essas posturas patéticas e mesquinhas, saca?
Afinal, tenho contas pra pagar, né?
E fazer com que a engrenagem do mundo capitalista não pare nunca.

Um comendo o outro...

Ou simplesmente tentar criar a minha empresa, com as minhas normas e as minhass ideologias...

Caracas, nunca pensei que crescer fosse tão complexo, sabe?!

Porque você quer ter tua casa, seu carro, construir família, mas, para isso, você sempre irá se sujeitar a isso.
No meu caso... a "prostituição" - O Cliente paga e você faz o que ele pede :(
Eiiita mundo da Assessoria de Imprensa!

segunda-feira, 24 de março de 2008

Doses culturais!

Este fim de semana foi regado de coisas culturais...
Sexta-feira: experiência inédita de assistir ao espetáculo Alegria, do Cirque Du Soleil.
Sim, sensacional!!!! Mas fico bem incomodada com o custo dos ingressos e, principalmente, das guloseimas que são vendidas no local.
É algo tão belo, tão mágico, sabe?! Aquela coisa de ver o que o ser humano é capaz de fazer com o corpo e a força de vontade – o palhaço principal deste espetáculo é brasileiro, isso me deu um puta orgulho (não que eu seja mega patriota, mas gosto de ver meu país noticiado em editorias que não sejam: policial, esporte ou política).
Enfim, fiquei feliz de ter levado minha companheirinha Gá, que desde o ano passado me dizia: “Nossa, quero muito ir no ‘Circo da Alegria’, Carol”. Como sei que seria impossível comprar, sempre pensei: seu eu ganhar (a empresa onde trabalho é uma das patrocinadoras), levarei ela.
E você ver o brilhoo no olho de uma criança dessa é foda, é muito bom...
Deixa pra lá, senão passaria horas falando das coisas caras que eram vendidas – pipoca R$ 13,00.

Mas valeu a pena, os caras são realmente muito bons, profissionais e te deixam com o queixo no chão, do tipo: “Caralho, como eles conseguem isso??”.

Domingo: Into The Wild, um filme dirigido por Sean Penn baseado num livro, escrito por Jon Krakauer em 1996, e que conta a história real de Christopher McCandless, e trilha sonora do Eddie Vedder.
S E N S A C I O N A L!
A busca do cara pela tal liberdade, pela loucura de buscar o que se tem vontade e como ele descobriu que “A felicidade só é real se compartilhada” é muito intrigante e maluco.
As descobertas, as pessoas que ele conhece, os ensinamentos...
Eu gostei bastante, quero muito ler o livro! O tal Christopher lia muuuuito, tudo dele era baseado nos conhecimentos dos autores que ele levava para cima e para baixo nas viagens.
Recomendo.

Ah, Eddie Vedder sempre será meu muso inspirador!!!

Bom, agora tenho que me concentrar para escrever um artigo sobre inclusão sociocultural do trampo... Para falar a real... Nunca escrevi um artigo propriamente dito (que vá ser publicado e bla bla bla), saca?
Vale para por no currículo ;)

Ando gostando bastante do meu trabalho, não da “assessoria de imprensa” como um todo, mas do meu desempenho em uma série de coisas.
Isso é bom!
Que venha um aumento.



sábado, 15 de março de 2008

Blog... O retorno!

Pois é. Cá estou eu, com mais um blog. Bom, pelo menos, dessa vez, mudei o endereço, hehehe.

Mas blog é algo que sempre dá vontade de recriar, afinal, nada como um bom toque no teclado para dar uma desestressada.

Não sei na verdade qual será o fundamento deste, talvez volte a ser um diarinhoadolescentevirtual, ou notícias diárias. Bom, o que der na telha eu posto!!!

Lembro que meu primeiro blog foi em meados de 2002. E ainda bem que deltei tudo, porque era algo realmente chato, affe, como eu era boba. HAHAHAHAHA

Ainda bem que evoluímos, certo?!